História

Refoios

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Situada a uma dezena de quilómetros da sede do concelho, a freguesia de Refóios do Lima consta em documentos desde os alvores da nacionalidade. Mas, os povoados romanos alvitram pela localidade, sendo a partir da Alta Idade Média povoação importante pelo seu Mosteiro ou Convento.

O Convento de Santa Maria de Refóios, dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, edifício com cerca de 10 mil metros quadrados de área coberta, foi fundado no século XII, por Afonso Ansemondes, nas imediações do seu solar. Dotou-o o seu filho e herdeiro Mendo Afonso com todos os seus haveres. Coutou-o D. Afonso Henriques.

Enriqueceram-no com raros privilégios, fazendo-o "imediato à Santa Sé", os pontífices Adriano IV e Alexandre III. Foi unido, em 1564, ao Mosteiro da Santa Cruz de Coimbra. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, a sua igreja transformou-se em matriz da freguesia, ao mesmo tempo que se vendiam, a particular, os grandes edifícios conventuais e a quinta. Já então nada restava do espólio artístico dos períodos mais remotos do mosteiro.

O antigo Convento guarda ainda no seu interior valores artísticos, como o refeitório, sala de música com belo tecto em estuque, aposentos do D. Prior com painéis de azulejos neo-clássicos, capela de S. Teotónio com painéis representando trajes das Casas da Ordem, cozinha velha, etc.


Outros monumentos importantes se destacam:


A capela de Santa Eulália, por seu lado, não obstante o seu carácter românico, deve tratar-se de um monumento arcaizante do século XIV. A porta principal limita-se a dois arcos redondos pousados sobre a encosta, com uma decoração de esferas na arquivolta exterior. Junto aos telhados corre uma série de modilhões esculpidos.


A Torre dos Malheiros é uma construção quadrangular, porventura dos fins do século XIV, que sobreviveu ao desaparecido solar em que primitivamente estava integrada. As suas paredes robustas e fechadas, as ameias e a porta única e estreita testemunham uma solução arquitectónica que vinha de trás, de quando em casas senhoriais, perante os perigos dos ataques dos infiéis, e, depois, dos nobres belicosos, necessitavam de uma torre defensiva. Sob tal aspecto, este documento é, pela sua raridade bastante valioso.